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Pesquisa 2026 · 2ª edição

Tendências e Comportamento do Consumidor em Medicina Estética Avançada

Segunda onda da série Jeisys × OpinionBox. Amostra ampliada, comparação com a 1ª edição e leitura mais nítida do brasileiro de alto envolvimento em medicina estética — o que valoriza, em quem confia, o que espera da consulta e do futuro da categoria.

Realização
Jeisys × OpinionBox
Período
05 a 19 fev · 2026
Amostra
423 · online
Público
25+ · classes A/B
Principais insights

Destaques da pesquisa

Doze insights oficiais destacados na 2ª edição. Cada card parte de um dado-âncora — clique para ver análise completa e gráfico. Use os filtros e a conversa para aprofundar.

01 · Consumo

O cuidado estético já é rotina

fazem tratamentos pelo menos duas vezes por ano (Q2).

Entre quem realiza procedimentos estéticos, 52% fazem duas vezes ou mais por ano. A frequência se consolidou entre a 1ª e a 2ª edição.

17% realizam acima de 4 vezes por ano, 35,2% entre 2 e 3 vezes por ano e 39,2% ao menos uma vez por ano. A estabilidade em relação à Onda 1 (55% faziam 2x ou mais em 2025) confirma: estética deixou de ser consumo pontual.

Entre mulheres, a recorrência é maior: 43,3% fazem 2–3 vezes por ano. Homens concentram-se em frequência pontual: 53,8% fazem ao menos uma vez por ano.

Nota editorial: a estabilidade entre as ondas é o achado. Fidelização de categoria não é tendência, é estrutura.
Q2 · Com que frequência você realizou tratamentos estéticos ou dermatológicos nos últimos 3 anos?
02 · Incômodos

As principais dores estão na pele

citam aparência de cansaço como incômodo principal (Q5).

Acima de vaidade, há desconforto com sinais visíveis de desgaste: aparência de cansaço (40,7%), flacidez (40,4%) e manchas (36,9%) lideram.

O ranking completo dos principais incômodos mostra um eixo claro: qualidade tecidual. Cansaço, flacidez, manchas e envelhecimento precoce aparecem antes de contorno facial ou textura irregular.

Entre mulheres: flacidez sobe para 51,2% (vs. 16,7% em homens), contorno facial para 33,3% (vs. 14,4%) e cansaço para 45,0% (vs. 31,1%). Entre homens, 8,3% declaram que nada os incomoda — em mulheres, só 0,7%.

Nota editorial: tecnologias de colágeno, firmeza e renovação celular respondem diretamente ao eixo dominante — estrutura, não retoque.
Q5 · O que mais te incomoda hoje em relação à sua aparência? Pode marcar mais de uma opção
03 · Motivação

A busca começa na pele, termina na autoestima

apontam melhora da autoestima como principal motivação (Q4).

60,5% buscam estética pela autoestima, 53,4% pela prevenção do envelhecimento e 42,6% pela correção de alterações específicas da pele.

A jornada feminina é mais preventiva e emocional: 62,5% das mulheres citam prevenção do envelhecimento (vs. 33,3% dos homens) e 49,1% correção de alterações da pele (vs. 28,0%). A masculina é mais médica: 32,6% dos homens entram por indicação médica — quase três vezes o percentual entre mulheres (11,7%).

Autoestima é o ponto de convergência: relevante para 62,9% das mulheres e 55,3% dos homens.

Nota editorial: o mesmo equipamento, duas narrativas. Comunicação por gênero precisa honrar a diferença de entrada — sem perder a autoestima como destino comum.
Q4 · O que mais motiva você a buscar tratamentos estéticos atualmente? Pode marcar mais de uma opção
04 · Autoestima

A pele melhora, a confiança aparece

acreditam que a medicina estética contribui positivamente para a autoestima (Q30).

75,9% afirmam que contribui muito. Somando “contribui em parte”, chega-se a 96,9% reconhecendo impacto positivo.

Quando cruzado com Q7 — como espera se sentir após um tratamento bem-sucedido — o dado ganha camada: 51,1% querem se sentir mais satisfeitos com a própria imagem, contra apenas 5,2% que desejam parecer mais jovens e 23,2% que buscam se sentir mais naturais e autênticos.

Ou seja: o benefício esperado não é cosmético, é psíquico. A entrega clínica é estética; o valor percebido é relacional.

Nota editorial: reforça o argumento de que tecnologia estética que respeita identidade entrega um benefício que extrapola o espelho.
Q30 · Pensando em tudo o que foi abordado, você acredita que a medicina estética contribui positivamente para a autoestima das…
05 · Envelhecer

Ideal de juventude perde força

preferem parecer a melhor versão da própria idade (Q11).

Contra apenas 10,6% que ainda buscam manter aparência jovem. Ganha espaço uma estética madura, que valoriza autenticidade e qualidade da pele.

O quadro se distribui assim: 38,5% querem parecer a melhor versão da idade atual (vs. 34% na Onda 1), 17,7% querem parecer descansados e saudáveis sem necessariamente mais jovens, 18,0% acreditam que cada idade tem sua beleza e 15,1% priorizam saúde da pele acima de juventude.

Somados, 89,3% rejeitam o paradigma de “parecer jovem” em favor de “parecer bem na idade que se tem”.

Nota editorial: o enquadramento “rejuvenescer” envelheceu. “Preservar”, “sustentar” e “renovar” sobrevivem.
Q11 · Como você se identifica com o conceito de 'beleza em qualquer idade'?
06 · Estética e saúde

Beleza como consequência do bem-estar

veem estética e saúde em alguma forma de convergência (Q23).

Apenas 6,9% ainda consideram as duas coisas separadas. Cresce a visão de que beleza é consequência do bem-estar.

A distribuição atual: 29,6% complementares, 27,0% priorizam saúde (beleza é consequência), 21,3% integrados (estética é parte do programa de saúde), 15,4% inseparáveis.

Há um movimento notável em relação à Onda 1: cresce “priorizo saúde e bem-estar” (de 19% para 27%) e “complementares” (de 23% para 29,6%). Cai levemente a ideia de integração formal a um programa de saúde (de 30% para 21,3%).

Nota editorial: a categoria não se funde à saúde — se aproxima dela como consequência. É diferente de medicalizar: é reconhecer que a pele saudável é pré-condição da pele bonita.
Q23 · Como você vê a relação entre tratamentos estéticos e saúde/bem-estar?
07 · Futuro

Tecnológico, mas equilibrado

apontam a combinação de várias tecnologias em um único tratamento como principal tendência (Q24).

Ao lado, soluções que equilibram beleza e saúde da pele (35,2%) e tratamentos sem cortes com resultados próximos aos cirúrgicos (32,9%) completam o pódio.

O futuro desenhado pelo próprio consumidor é combinatório, regenerativo e não-invasivo. 31,9% apostam em tecnologias que renovam desde as células, 31,4% em IA para diagnóstico personalizado, 30,0% em abordagens que cuidam de beleza, saúde e bem-estar emocional.

A leitura conjunta é clara: o paciente espera mais tecnologia, em combinação, sem agressividade — e já incorpora IA ao repertório do possível.

Nota editorial: conversa direto com o racional de associação de plataformas — hoje defendido por boa parte dos especialistas da edição.
Q24 · Na sua opinião, quais tendências vão definir o futuro dos tratamentos estéticos nos próximos 5 anos? Pode marcar mais de…
08 · Naturalidade

A era do resultado artificial acabou

priorizam alguma forma de naturalidade no resultado (Q8).

42,3% buscam equilíbrio (resultados que se notam, mas pareçam naturais) e 32,2% preferem melhorias visíveis que pareçam naturais. Só 2,1% priorizam resultados máximos sem se importar com naturalidade.

A exigência se confirma em Q9: para 36,4%, naturalidade é exigência; para 37,6%, preferência forte. E em Q10: 56,3% se incomodam com resultados artificiais em outras pessoas.

Entre mulheres, a exigência por naturalidade sobe para 41,2%; entre homens, fica em 25,8%. Entre mulheres, a preferência por equilíbrio natural em Q8 chega a 44,7% (vs. 37,1% dos homens).

Nota editorial: “natural” não é tendência — é linha de defesa do consumidor. Entregas visíveis sim, transformações que apagam identidade não.
Q8 · Quando você faz um tratamento estético, qual tipo de resultado você prefere alcançar?
09 · Receios

O paciente está em guarda contra o excesso

apontam “ficar com aparência artificial” como maior receio ao considerar um tratamento (Q18).

Logo depois: 39,7% temem complicações ou efeitos colaterais e 34,5% receiam gastar muito e não ver resultado.

O receio estético é reputacional antes de clínico ou financeiro. E se confirma na leitura de mercado: em Q20, 67,4% acham que muitas pessoas exageram e 24,8% identificam pressão estética excessiva — somando 92,2% que enxergam algum tipo de excesso no mercado.

Reduzir percepção de risco (estético, clínico e financeiro) é tão estratégico quanto comunicar benefício.

Nota editorial: a comunicação da categoria precisa desvincular “fazer um procedimento” de “ficar com cara de procedimento”. O cliente já fez essa distinção.
Q18 · Qual é o maior receio que você tem ao considerar um novo tratamento estético? Selecione até 2 opções
10 · Personalização

Ajuste ao perfil vira investimento em segurança

consideram a personalização importante ou muito importante, mesmo custando mais (Q15).

Desdobrando por eixos (Q16), a personalização valorizada é técnica, adaptável e viável: ajuste ao tipo de pele, combinação de tecnologias específicas, acompanhamento pós-procedimento, aderência à rotina e ao orçamento.

Entre os aspectos de personalização mais valorizados (somando “importante” e “muito importante”): 95% valorizam soluções compatíveis com o orçamento, 95% o ajuste ao tipo de pele, 94% o acompanhamento pós-procedimento, 94% a combinação de tecnologias para objetivos específicos, 91% soluções adaptadas à rotina, 81% protocolos que respeitam características da etnia.

Há oportunidade clara para posicionar equipamentos como soluções que permitem protocolos realmente individualizados — com precisão técnica e equilíbrio prático.

Nota editorial: personalização deixou de ser luxo. Virou condição mínima para a confiança ser construída.
Q15 · Quão importante é para você que o tratamento seja personalizado, mesmo que isso custe um pouco mais caro?
11 · Confiança

Médico, ciência e regulação. Influenciador, 1,2%

confiam primeiro na recomendação médica ao conhecer uma nova tecnologia (Q13).

Na 1ª posição de confiança: 27,0% médicos, 26,2% estudos clínicos, 24,1% ANVISA/FDA. Influenciadores aparecem com apenas 1,2%.

Quando se analisa a importância geral dos critérios (Q13 geral), 88,2% citam resultados em estudos clínicos, 87,9% recomendação médica, 86,5% aprovação ANVISA/FDA. Marcas conhecidas e recomendações de influenciadores ficam abaixo de 80%.

E o dado duro: em Q19, 52,0% já sentiram que um tratamento foi indicado mais por venda do que por real necessidade. Somando os que tiveram a impressão sem certeza, chega-se a 72,3%.

Nota editorial: autoridade científica + regulação + médico. É quase o desenho institucional que a Resolução CFM 2.454/2026 veio formalizar — o consumidor brasileiro já pedia isso.
Q13_PRIMEIRA · Ao conhecer uma nova tecnologia de tratamento estético, o que faz você confiar que ela realmente funciona? Comece escrev…
12 · IA

IA sim, mas com médico no comando

não se sentiriam confortáveis em receber indicação feita exclusivamente por IA, sem validação médica (Q27).

Ao mesmo tempo, 46,1% confiam na IA em tratamentos estéticos — a maioria (31,2%) com a condição de que seja usada como apoio ao médico.

Em quais etapas o consumidor aceitaria o uso de IA (Q26): 56,3% em simulação de resultados, 42,3% em análise da pele e diagnóstico, 29,1% em planejamento do tratamento, 22,7% em acompanhamento da evolução, 16,3% em personalização de protocolos.

Em Q28, 52,3% acreditam que a IA pode tornar tratamentos mais personalizados (somando “muito mais” + “um pouco mais”); 27,9% temem que ela padronize.

Nota editorial: o modelo ideal para o consumidor é exatamente o que a Resolução CFM 2.454/2026 institui — tecnologia ampliando a precisão, médico responsável pela decisão final. Compliance regulatório aqui não é custo: é vantagem de posicionamento.
Q27 · Você se sentiria confortável em receber indicação de tratamento feita exclusivamente por IA, sem validação médica?
Banco de dados

Todas as perguntas

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Nota metodológica. Pesquisa conduzida pela Jeisys Medical Brasil em parceria com o OpinionBox, 2ª edição. Coleta online entre 05 e 19 de fevereiro de 2026, com 423 respondentes de 25 anos ou mais, classes A e B (critério renda familiar), de todas as regiões do Brasil, filtrados pela condição de terem realizado tratamento estético ou dermatológico nos últimos três anos. A margem de erro da amostra total é de ±4,8 pp, com 95% de confiança. Em recortes segmentados, a margem cresce proporcionalmente: masculino ±8,5 pp, feminino ±5,7 pp, 25 a 29 anos ±23,1 pp, 30 a 39 anos ±11,0 pp, 40 a 49 anos ±7,9 pp, 50+ ±7,5 pp, CO+NE+N ±9,9 pp, Sudeste ±6,1 pp, Sul ±11,6 pp. Para n inferior a 50, os dados devem ser lidos como tendência. Seleções múltiplas dentro de uma mesma dimensão geram soma ponderada pelos n individuais. A pesquisa não cruza dimensões entre si; os gráficos exibem até três opções ordenadas por percentual — as demais podem ser consultadas pelo chat.

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Jeisys · 2ª edição · 2026
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